Como eu superei o medo e me mudei para outro país

 

Voltando um pouco no meu passado não tão distante, quatro ou cinco anos atrás, a Keith daquela época não poderia imaginar quem seria ou onde estaria hoje.

Assim como várias não mais adolescentes/novas adultas, o que eu tinha em mente para o meu futuro era terminar a faculdade, talvéz começar uma pós graduação, construir uma carreira e ter uma família, casar… ou comprar uma bicicleta.

Não que esses não sejam bons planos, não é isso. Na verdade, o que devemos nos perguntar é se esses são bons para a nossa vida, e se, ao olharmos para trás daqui 15, 20 anos, não iremos nos arrepender de não termos nos arriscado mais.

 

Em busca de respostas

Há um ano atrás eu me fiz essa pergunta e, como resposta, veio um enorme vazio e muitas dúvidas. Foi então que resolvi arriscar e deixei o meu país, o meu emprego, os meus amigos, a minha família e toda a minha rotina para viver o desconhecido. Não vou usar o clichê ”para correr atrás de um sonho”, porque, na verdade, eu não sabia ao certo o que estava esperando. Acredito que essa decisão teve mais a ver com vontade. Vontade de aprender, de viver o novo, conhecer um novo país, novas pessoas e, acima de tudo, me conhecer.

 

Deixando tudo para trás

Falando assim pode parecer fácil, rápido e indolor. Mas não é. Mudar dói. Sair da zona de conforto também. Arrumar as malas, pegar um avião e deixar aqueles que você ama chorando em um aeroporto, dói demais. Mas eu sempre tive uma coisa como certeza: não importam as circunstâncias, o amor sempre prevalece. E é esse amor que me dá forças para aguentar a saudade nos dias mais tranquilos e também naqueles onde a vontade de sair correndo e abraçar a minha família é quase insuportável. Um outro remédio para a saudade é a certeza de que nada é definitivo. Independente se você viajou para curtir umas férias, para fazer um intercâmbio com prazo determinado para acabar, ou se decidiu mudar-se para um outro país, tudo tem solução. Com um pouco de paciência $$$ e algumas horas dentro de um avião, ônibus, trem, você pode ter aqueles que ”deixou para trás” pertinho denovo e regarregar as baterias para um pouco mais de saudade. Eu, particularmente, não acredito que deixamos algo ou alguém para trás (exceto por roupas ou coisas que não nos servem mais). Aos nossos amigos de verdade e à nossa família, trata-se apenas de um até logo acompanhado de abraços, amor e muita saudade até o próximo encontro. Mas não, não é nada fácil.

 

É hora de se arriscar e se permitir

Tomar decisões pode ser difícil, mas extramamente necessário. Caso contrário, os riscos de uma vida mais ou menos são altos. Ou pior, você pode acabar sendo apenas o telespectador da sua própria história.

É preciso ter sempre em mente de que só vivemos uma vida e que, mais fácil do que se arrepender pelo que foi feito, mas serviu como aprendizado, é o arrependimento por aquilo que, por medo, deixamos de arriscar.

Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.
– Jojo Moyes no livro mais lindo de todos  Me before you ou Como eu era antes de você em português 

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2 thoughts on “Como eu superei o medo e me mudei para outro país

  1. Oi keith talvez você não se lembre de mim , estudamos juntos e admiro sua coragem de se jogar no mundo , estou com planos e correndo atrás para talvez fazer o mesmo vou passar um ano na Austrália e quem sabe morar lá … Parabéns pelo blog

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